Soldados israelenses atiram contra carro de família na Cisjordânia e matam 4, diz Autoridade Palestina




Palestino carrega corpo de Muhammad Bani Odeh, de 5 anos, durante funeral de família morta durante operação do Exército israelense na Cisjordânia.
AP Photo/Majdi Mohammed
Soldados israelenses atiraram contra um carro que levava uma família em Tammun, no norte da Cisjordânia, e mataram quatro pessoas, entre elas duas crianças, segundo o Ministério da Saúde da Autoridade Palestina afirmou neste domingo (15). Israel declarou que está investigando o caso.
Segundo a agência oficial de notícias palestina, a família foi baleada no fim da noite de sábado, após sair para comprar roupas novas para o Eid al-Fitr, feriado que marca o fim do mês sagrado do Ramadã, celebrado nesta semana.
O Crescente Vermelho Palestino informou que Ali Odeh, Waed Odeh e dois dos quatro filhos do casal foram atingidos na cabeça. As outras duas crianças sobreviveram, mas tiveram ferimentos por estilhaços, avaliados por socorristas depois que a equipe conseguiu acesso ao local. A organização acusou Israel de atrasar a chegada das ambulâncias enviadas para o atendimento.
Em nota conjunta divulgada no domingo, Exército e polícia de Israel disseram que as forças abriram fogo depois que um carro avançou em direção aos agentes em Tammun. Segundo a versão israelense, os militares perseguiam suspeitos de “atividade terrorista”, e o episódio está sob investigação.
Os integrantes da família Odeh são as vítimas mais recentes na Cisjordânia ocupada, onde colonos e soldados israelenses já haviam matado ao menos oito palestinos desde o início da guerra com o Irã.
Desde que Israel e os Estados Unidos atacaram o Irã em 28 de fevereiro, autoridades israelenses restringiram a circulação em toda a Cisjordânia, com o fechamento intermitente de centenas de portões e postos de controle em estradas usadas por moradores, ambulâncias e transporte comercial. Segundo o Crescente Vermelho, as barreiras dificultaram significativamente a locomoção e a resposta a emergências.
O grupo israelense de direitos humanos Yesh Din afirmou na última quarta-feira ter documentado 109 episódios de violência de colonos na Cisjordânia ocupada, em dezenas de comunidades palestinas, desde o início da guerra.
O número de mortos, porém, é menor do que no mesmo período de 2025, ano recorde de violência, iniciado com a invasão israelense a cidades do norte da Cisjordânia que, segundo os militares, eram redutos de grupos armados. As forças israelenses ainda mantêm presença na região.
O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários registrou 18 palestinos mortos na Cisjordânia ocupada desde o início de 2026, incluindo oito mortos por colonos israelenses.



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