
O presidente da Argentina, Javier Milei, discursa durante uma cerimônia que marca o 34º aniversário do atentado à embaixada de Israel em Buenos Aires, que matou 29 pessoas e feriu 200, na Praça da Embaixada de Israel, em Buenos Aires.
JUAN MABROMATA / AFP
O governo de Javier Milei pode enviar tropas ao Oriente Médio para apoiar os Estados Unidos em um eventual conflito com o Irã caso o governo Trump solicie. Foi o que afirmou o porta-voz da presidência, Javier Lanari, ao jornal El Mundo nesta quarta-feira (18).
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“Se os Estados Unidos solicitarem, sim. Qualquer tipo de ajuda que considerarem necessária será fornecida”, disse.
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Embora ainda não haja um pedido formal por parte de Washington, a sinalização indica que Milei dificilmente recusaria apoio a Donald Trump no conflito — já que o governo argentino tem reforçado sua postura de alinhamento com os norte-americanos e com Israel.
Nos últimos dias, a Argentina formalizou sua saída da Organização Mundial da Saúde (OMS) — seguindo os passos dos EUA, que fizeram o mesmo em janeiro — e voltou a classificar o Irã como “inimigo”.
Durante um evento que marcou os 34 anos do atentado contra a embaixada de Israel em Buenos Aires, Milei reforçou seu posicionamento:
“A Argentina combate o terrorismo e defende a liberdade. Israel é um aliado estratégico do nosso país.”
A comunidade judaica no país soma cerca de 300 mil pessoas — a maior da América Latina e uma das maiores do mundo.
Inimizade com Teerã
Não é de hoje que Buenos Aires e Teerã não cultivam uma boa relação.
Em 1994, um atentado contra a associação judaica AMIA deixou 85 mortos. A Justiça argentina atribui a responsabilidade ao Irã, que nega envolvimento.
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Agora, após as recentes declarações de Milei, a tensão voltou a subir. Em artigo publicado pelo jornal Tehran Times, ligado ao regime iraniano, o país acusa a Argentina de se alinhar aos EUA e a Israel e afirma que essa postura “cruza uma linha vermelha imperdoável”.
O texto também sugere que o Irã deve dar uma “resposta proporcional” às declarações do presidente argentino.
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18 de março de 2026/
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